Heloisa Seixas é uma das vozes mais singulares da literatura brasileira contemporânea — autora que transita com a mesma desenvoltura entre o romance, o conto, a crônica, a não-ficção e a literatura infantojuvenil.
Estreou na ficção com A porta (1996), finalista do Prêmio Jabuti, ao qual se seguiram os romances Diário de Perséfone (1998), Através do vidro (2001), Pérolas absolutas (2003) — também finalista do Jabuti —, O oitavo selo — Quase romance (2014), Agora e na hora (2017) e O livro dos pequenos nãos (2021), semifinalista do Prêmio Oceanos. Suas narrativas voltam-se com frequência aos temas do amor, da morte, da loucura e da memória, num registro em que o cotidiano se abre para o assombro.
No território do conto e da crônica, consagrou-se com livros como Pente de Vênus — Histórias do amor assombrado (1995), os célebres Contos mínimos — publicados originalmente na imprensa — e A noite dos olhos. Em O lugar escuro (2007), assinou um dos relatos mais comoventes sobre a doença de Alzheimer, a partir da própria convivência com a mãe.
A escrita de Heloisa Seixas habita as camadas invisíveis das relações humanas — os pequenos gestos, as escolhas fortuitas que acabam por definir um destino.
É também uma reconhecida tradutora e organizadora literária. Verteu para o português clássicos como Jane Eyre, de Charlotte Brontë, além de contos de Ambrose Bierce, Algernon Blackwood e O. Henry. Em parceria com Ruy Castro, assinou o livro de viagens Terramarear e organizou diversas coletâneas de seus artigos.
Dedicou ainda boa parte de sua obra ao público jovem e infantil — com títulos premiados pela FNLIJ, como Uma ilha chamada livro e Carmen — A grande Pequena Notável, biografia de Carmen Miranda para crianças. Vive e escreve no Rio de Janeiro.