E se eu não for por ali? Quais são as escolhas – e os momentos cruciais – capazes de definir nosso destino? Até que ponto isso está sob nosso controle? O romance O livro dos pequenos nãos tece uma narrativa sobre o impacto das decisões – sejam elas conscientes ou não – que acabam
O musical ‘Carmen, a grande Pequena Notável’, que escrevi em parceria com Julia Romeu, não para de fazer sucesso. A peça reestreou em janeiro de 2023 no Teatro Popular do Sesi, na Avenida Paulista, em São Paulo, com sessões lotadas, fez apresentações no CCBB de Belo Horizonte em
Já está nas livrarias meu novo livro de contos “A noite dos olhos”, editado pela Companhia das Letras. São 16 contos, mais duas seleções de minicontos, que transitam – como quase tudo que faço – por uma região de estranheza. Reproduzo aqui o texto da quarta capa do livro: “De ond
Já está disponível (links abaixo) a nova série de rádio SAUDADES DO SÉCULO XX, baseada no livro homônimo de Ruy Castro. São oito programas de rádio, com roteiro meu e de Julia Romeu, falando sobre figuras importantes do show business americano, como Billie Holiday, Fred Astaire,
‘Finitudes’: esse foi o título do ciclo de palestras e atividades realizadas pelo Sesc, em São Paulo, em novembro passado, do qual participei. Fui convidada a fazer uma palestra sobre esse tema tão árduo, que é a morte. Como é um tema que tem estado presente nos meus últimos livr
Já está no ar a nova série de programas que fizemos para a rádio MEC (retransmitidos também pela rádio Cultura de São Paulo), agora tendo como tema a querida Carmen Miranda. Os programas, com roteiro meu e de Julia Romeu, são apresentados por Ruy Castro, que também fez a seleção
O livro “Trêfego e peralta – 50 textos deliciosamente incorretos”, de Ruy Castro, já está nas livrarias. O livro, organizado por mim, traça um panorama dos 50 anos de jornalismo do escritor, trazendo textos publicados por ele nos mais diversos veículos da imprensa, incluindo algu
Foi lançado em Portugal no mês passado meu livro ‘O lugar escuro’, sobre a doença de Alzheimer. A noite de autógrafos, juntamente com o lançamento de ‘O anjo pornográfico’, de Ruy Castro, foi na FNAC do Chiado, em Lisboa, e teve a participação da editora da Tinta da China, Barbar
Foi ao ar no último domingo, dia 20 de agosto, a simpática entrevista que eu e Julia Romeu demos a Katy Navarro, no programa ‘Conversa com o autor’, uma parceria entre a Biblioteca Nacional e a Rádio MEC. Na conversa, Julia e eu falamos sobre nossas parcerias, na literatura e no
Já estão no ar, no site da rádio MEC FM, todos os oito programas da série “A onda que se ergueu no mar – Seu caso de amor com a Bossa Nova”, de Ruy Castro. A série, que foi ao ar durante oito domingos seguidos, apresentou gravações sensacionais, muitas delas raras e jamais ouvida
Está saindo agora em maio em Portugal, pela editora Tinta da China, meu livro ‘O lugar escuro’, um relato sobre a doença de Alzheimer de minha mãe. O livro, lançado no Brasil em 2007 pela Objetiva (hoje um selo da Companhia das Letras), foi adaptado por mim para o teatro em 2013,
Já está nas livrarias meu novo romance (pela Companhia das Letras), ‘Agora e na hora’ – uma história sobre a morte e sobre o ofício de escrever . ‘Agora e na hora’, que levei dez anos para terminar, acabou se revelando também um embate entre escritor e personagem. Aqui vai um peq
Já estão no ar (no site da Rádio MEC) todos os seis programas da série “A noite do meu bem”, sobre o samba-canção, com Ruy Castro. Os seis programas foram ao ar uma vez por semana, sempre aos domingos, às 20h (Rádio MEC FM) e às 22h (MEC AM). Agora, serão reproduzidos por várias
Foi um sucesso a participação de nosso musical “Bilac vê estrelas” no Festival de Inverno: no dia 21 de agosto, sábado, “Bilac” se apresentou no SESC Quitandinha, e no dia seguinte, domingo, no SESC Teresópolis. A resposta do público, nos dois dias, foi sensacional. Foi uma chanc
Nosso musical ‘Bilac vê estrelas’ (roteiro meu e de Julia Romeu, baseado em romance homônimo de Ruy Castro), apresentado no ano passado durante seis meses (em temporadas no Rio e em São Paulo), teve até agora uma carreira de sucesso. Foram quatro prêmios importantes: prêmios Shel
Finalmente parece que o outono chegou, pensou a mulher enquanto olhava para a vitrine. Ainda fazia calor, é verdade. Um calor úmido, pegajoso. Mas já não sufocava como antes, como durante todos aqueles meses de secura e brasa, em que as pessoas já clamavam aos céus por uma enxurr
Nosso musical “Bilac vê estrelas” recebeu o Prêmio Shell de Melhor Música, pela sensacional trilha sonora original de Nei Lopes. O Prêmio Shell, um dos mais tradicionais do teatro brasileiro (criado há 28 anos), foi entregue em festa realizada no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botân
Foi um momento de grande emoção – com muitas lágrimas, mas também alguns sorrisos – a noite de estreia em Porto Alegre da nova montagem da minha peça “O lugar escuro”, sobre o Mal de Alzheimer. A peça, que em sua montagem original teve duas temporadas no Rio, além de apresentaçõe
Vestida de colombina – era como minha mãe estava no sonho. Uma colombina tardia, o carnaval já longe, mas foi assim que ela me surgiu. Com aquela colombina de um ombro só, o busto apertado por penses, a cintura justa que se abria de repente numa saia muito ampla. Uma colombina ve
Continuo sem entender muito bem. Hoje passou por mim um ser de sexo indefinido, que me deixou ainda mais confuso. Seu aspecto era muito estranho. Tinha um rosto delicado, um nariz pequeno, os lábios bem delineados, mas não muito grossos, formando, no conjunto, o que aqui se chama
Desde pequeno, ele gostava de colecionar coisas. Guardava, dentro de caixas e pastas, recortes de jornais sobre os mais diversos assuntos, com a sensação de que um dia precisaria pesquisar as informações ali armazenadas. Tinha também especial prazer em observar o comportamento do
No próximo dia 11 de março estreia em Porto Alegre uma nova montagem da minha peça “O lugar escuro”, sobre o Mal de Alzheimer. A peça, que em sua montagem original teve duas temporadas no Rio, além de apresentações em Curitiba e Fortaleza, é uma adaptação, feita por mim, do meu l
No mistério do papel em branco – da tela em branco – com o qual se depara pela primeira vez, a mulher reflete. Pensa no fluxo primeiro, o jorro, a sangria que lhe aflorou à pele, o veio de ouro e prata, a veia de sangue e dor, tudo o que brotou da terra e […]
Primeiro, eu o conheci através de um livro. Ia passeando por entre as estantes de uma livraria quando dei com dois exemplares colocados de pé, lado a lado, um mostrando a capa, o outro a contracapa. E foi justamente esta última que me fez parar. Porque ali estava, diante de mim,
A crise chegou às escolas de samba. Ao ouvir isso, pensei: Oba! Menos dinheiro significa menos patrocínios esdrúxulos e menos luxo, mas, quem sabe, mais criatividade. Ou seja, mais samba e menos espetáculo. Mas acho que me enganei. Mal me enchi de esperança e li uma nota (na colu
Quando era criança, eu não gostava de Carnaval. Não é que não gostasse – eu tinha medo. Pavor. Carnaval para mim significava ganhar uma fantasia e ir passear, de mãos dadas com minha mãe, no Largo da Taquara (tínhamos um sítio em Jacarepaguá) ou no Centro da cidade. Nos dois caso
Tomou um susto quando olhou o calendário. Tinha esquecido o próprio aniversário de casamento. O marido não se lembrava nunca dessas coisas, mas ela, sim. Dessa vez, justamente dessa vez, era uma data redonda: dez anos. E ela esquecera. Que pena. Podiam ter saído para jantar, feit
Três livros nossos foram incluídos no catálogo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para ser apresentados na Feira Internacional do Livro Infantil em Bolonha, a mais tradicional feira no gênero: o livro “Carmen – A grande Pequena Notável”, biografia de Carmen
Em uma esquina de Ipanema, daquelas bem arborizadas, já a caminho da Lagoa, paro e observo dois prédios, um ao lado do outro. São edifícios pequenos, de três andares, com detalhes art-decô e varandas inúteis mas simpáticas, mínimas, pouco mais do que sacadas. Nem um nem outro tem
A mulher tirou da estante o livro velho, de lombada gasta, e com ele nas mãos foi se sentar em um tamborete vermelho, que contrastava com o chão de ladrilho hidráulico, preto e branco. Ela estava em um sebo de livros no Catete, escondida num canto da casa onde ninguém podia vê-la
No início, era por causa do papel picado. Achávamos uma beleza aquele céu de verão que aparecia por entre os prédios, cheio de pedacinhos de papel esvoaçando, e também o chão coalhado de branco, numa espécie de Carnaval purificado. Havia uma beleza quase triste naquela chuva de p
Vão dizer que é choro de perdedor. Talvez seja mesmo. Ganhar é bom, não é? Nós não ganhamos. Não entramos na lista dos dez melhores espetáculos de teatro em 2015, feita pelo Globo. Quando digo “nós”, refiro-me ao musical “Bilac vê estrelas”, que escrevi em parceria com Julia Rome
Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com m
Eu queria escrever uma história feliz. Queria. Em meio a tanta escuridão, tanta sordidez e desesperança – por todos os lados –, tenho tentado me manter fiel ao que em mim clama para ser escrito: relatar histórias mínimas, detalhes nem sempre vistos em meio ao cotidiano massacrant
Ruy Castro é um dos concorrentes ao Prêmio Faz Diferença 2015, concedido pelo jornal O Globo e pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O Faz Diferença, que está em sua 13a. edição, é concedido anualmente, em várias categorias. Ruy Castro concorre na ca
A mãe foi quem descobriu a arte do menino. Era um final de manhã e ela acabara de entrar em casa, chegando do armarinho. A família morava em uma casa baixa, de vila, com um espaço comum onde a garotada jogava bola. A mãe estranhou que o menino não estivesse lá fora jogando, mas,
Ruy Castro é um dos vencedores do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) 2015, por seu livro “A noite do meu bem – A história e as histórias do samba-canção”. O livro de Ruy, lançado há poucas semanas, foi o vencedor na categoria Ensaio/Reportagem. Cinquenta críti
Lá está ela. Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da rua, prepara-se para atravessar. Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O vestido é simples, de a
Já chegou às livrarias o novo livro de Ruy Castro, “A noite do meu bem – A história e as histórias do samba-canção” (Companhia das Letras). É o primeiro grande livro de reconstituição histórica de Ruy em dez anos: o último foi “Carmen”, a biografia de Carmen Miranda, publicado em
Era uma daquelas manhãs que o Rio exibe de vez em quando e que faz a gente esquecer todos os problemas – da cidade, do país, do mundo e os nossos próprios. E eu tinha decidido ir até a ponta do Arpoador, dar um mergulho. O Arpoador é um recanto da praia de Ipanema que […]
Assisti há tempos a uma reportagem sobre uma mulher. Uma mulher como eu, como tantas de nós, que se apaixonou, se casou, teve filhos, descasou, e que fez tudo isso enquanto trabalhava duro. Nós, mulheres, somos assim: temos jornadas duplas ou triplas, trabalhamos fora e em casa a
Há poucas semanas falei aqui de pedras. Pedras destruídas, História desfeita. O assunto era a cidade de Palmira, na Síria, e suas ruínas milenares sendo dinamitadas pelos fanáticos do Estado Islâmico. Pois bem, viajei. Estive fora por uma semana ou pouco mais e, na volta, revendo
O novo livro de Ruy Castro, “A noite do meu bem – A história e as histórias do samba-canção” (Companhia das Letras) chegará às livrarias daqui a duas semanas. É o primeiro grande livro de reconstituição histórica de Ruy em dez anos: o último foi “Carmen”, a biografia de Carmen Mi
Havia, muito antigamente, em algum ponto perdido de Portugal, um convento de freiras carmelitas conhecido por Convento Velho. Era uma construção imensa, que um dia já abrigara irmãs vindas das famílias mais nobres, sendo um privilégio viver entre suas paredes. Com o passar dos an
O romance (ou quase romance) “O oitavo selo”, que eu lancei no ano passado, é um dos finalistas do Prêmio Jabuti de Literatura 2015. O anúncio dos dez finalistas foi feito na semana passada, quando eu estava em Portugal para a Folio, a Feira Internacional de Literatura de Óbidos.
Dezoito de outubro. A mulher ficou olhando para o calendário de parede, na área de serviço. Era uma dessas folhinhas antigas, com estampa de santa, sobre a qual estava colado um bloco de folhas finas, que deviam ser arrancadas a cada dia. Toda manhã, quando ia à área de serviço f
Nosso musical “Bilac vê estrelas” recebeu ontem, 14 de outubro, o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro 2015, em cerimônia realizada no Theatro Municipal de São Paulo. Além de eleito o melhor espetáculo nacional, “Bilac” recebeu também o prêmio de Melhor Música, pela
Meu romance “O oitavo selo” está entre os dez finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, que acabam de ser anunciados. “O oitavo selo” concorre ao prêmio principal, de Livro do Ano. Entre os autores finalistas estão também Chico Buarque, Cristóvão Tezza, Silviano Santiago
Eu gosto de pedras. Fui criada em torno delas. Havia a gruta atrás do nosso sítio, em Jacarepaguá, no meio da mata, que formava um esconderijo perfeito para nós, crianças. Lá em cima, no bojo úmido e sombreado da caverna, longe da casa e dos olhos dos adultos, podíamos sonhar tod
Eu e Julia Romeu estivemos na Arena Carioca Dicró para participar de mais um encontro do Clube Augusto Boal de Leitura e Escrita, projeto desenvolvido desde o ano passado pela equipe do Observatório de Favelas, gestora desse fabuloso espaço na Penha. O objetivo do clube, como diz
O homem abriu os olhos – e pronto. Foi assim, um segundo apenas e estava completamente desperto, passando do sono ao alerta de forma instantânea, como sempre acontece com os gatos. Mas seus olhos não lhe mostraram nada, a escuridão era absoluta. Tentou se lembrar que lugar era aq
Já está no ar, no Sesc-TV, uma série de programas chamada Super Libris, dirigida pelo escritor e roteirista José Roberto Torero. Serão 52 programas sobre literatura, com 26 minutos de duração, e o primeiro da série é uma entrevista com Ruy Castro. No programa, Ruy fala de seu mét
Ruy Castro e Nei Lopes estão entre os escritores que vão participar, a partir desta segunda-feira, da RIO LIVRO ABERTO, a Festa Literária da escola EDEM (rua Gago Coutinho, 14, Laranjeiras, Tel. 3235-8080). Tendo como tema ‘O Rio em prosa e verso’, a festa literária, que se reali
Eu estava no coro que cantou “Love of my life” junto com Freddie Mercury e o Queen no Rock in Rio de 1985. E no show de Paul McCartney no Maracanã em 1990, no dia que entrou para o Guiness como o maior público de um show de rock na história, com 184 mil pessoas. […]
Era um menino que gostava de ler. Desde muito pequeno, quando ainda não tinha sido alfabetizado, já se interessava por livros e revistas, principalmente as revistas de quadrinhos. Adorava história em quadrinhos. Era capaz de ficar horas e horas deitado no chão do quarto, com as r
Viver de prazer. É esse o título da palestra que Ruy Castro e eu daremos esta semana na Pauliceia Literária 2015, evento promovido anualmente pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). O título é também uma referência ao livro de crônicas de Ruy, “Morrer de prazer”, mas o
Sou dessas pessoas que tomam nota dos títulos de todos os livros que leem, para no final do ano saber quantos foram. Desde que comecei a fazer tais anotações, tenho tido anos melhores e piores. Não lembro bem, mas meu recorde foi alguma coisa perto de 40 livros por ano. Gostaria
No próximo sábado, dia 12 de setembro, às 15:30h, Ruy Castro estará no Café Literário da Bienal do Rio. Quem vai entrevistá-lo sou eu. O bate-papo será sobre o Rio e sobre a relação de Ruy com a cidade, entre outros assuntos. Imagino que a gente vá acabar conversando também sobre
A mulher começou a tirar os objetos, um por um, da gaveta aberta. Papéis, pastas, recortes. Muitos envelopes, de vários tamanhos. Canetas, lápis. E, principalmente, muitas caixas. Caixas pequenas, médias, de papelão, de madeira, de plástico duro. Algumas tinham tachinhas, elástic
As capas têm um colorido parecido e eles formam um par. São os dois livros de crônicas, um meu e o outro do Ruy Castro, que acabam de sair da gráfica. “O amigo do vento” (meu) e “A melancia quadrada” (do Ruy) foram publicados pela editora Moderna e são voltados para o público jov
Os livros falam. A frase me paralisou. Fiquei olhando para ela, o jornal aberto entre as mãos. Quem disse isso foi Ana Beny, que trabalha restaurando livros e manuscritos na Espanha e no Egito, em entrevista à repórter Cristina Tardáguila. Ela explicava que, pelo formato das pági
O desafio de um conto minúsculo. Letras, ideias, sensações, contidas no espaço exíguo – circunscritas, prisioneiras. Um pequeno espaço, para nele despejar um oceano inteiro de paixões secretas. Mas não será como enxurrada, avalanche, enchente. Terá de ser gota a gota. Na verdade,
Eu e Julia Romeu fomos indicadas ao prêmio Bibi Ferreira 2014/2015, pela autoria do roteiro do musical “Bilac vê estrelas”. Além de Melhor Roteiro Original, “Bilac” teve outras cinco indicações ao Bibi Ferreira: Melhor Musical, Melhor Musical Brasileiro, Melhor Música (Nei Lopes)
Ainda me lembro muito bem daquela tarde de primavera, em 2010, quando entrei pela primeira vez nos bastidores de um teatro – no caso, o Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes – para assistir a um ensaio. A luz começava a cair quando cruzei a praça e entrei no velho teatro pela
Nosso musical “Bilac vê estrelas” recebeu mais uma indicação de prêmio: desta vez foi a de Melhor Música (trilha original de Nei Lopes), pelo Prêmio Shell de Teatro 2015. Ao contrário de outros prêmios, o Shell, referência no teatro brasileiro, não inclui outras categorias especí
Poesia – ou amendoeiras – numa hora dessas? Falar em árvores a essa altura da vida, com o Brasil mergulhado em uma crise econômica, política e institucional que não se via há décadas, pode até parecer fútil. Mas as amendoeiras são anteriores à crise, são maiores do que ela e, se
Nosso musical ‘Bilac vê estrelas’ recebeu nada menos que seis indicações para o Prêmio Cesgranrio de Teatro 2015: Melhor Direção Musical (Luís Filipe de Lima), Melhor Ator de Musical (André Dias), Melhor Atriz de Musical (Alice Borges e Izabella Bicalho), Melhor Figurino (Carol L
Foi hoje, 10 de junho, a entrega dos dois prêmios que a FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – deu para o livro “Carmen – A grande Pequena Notável”, biografia de Carmen Miranda para crianças que eu e Julia Romeu escrevemos em parceria. A entrega dos prêmios – Mel
Depois de cinco meses de sucesso no Rio, nosso musical “Bilac vê estrelas” está agora em São Paulo. A temporada, que vai até 26 de julho, será no Teatro Promon (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1830, Vila Olímpia), sempre às sextas, sábados (21h) e domingos (18h). Para quem não sa
“A grande Pequena Notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças, escrita por mim em parceria com minha filha, Julia Romeu, ganhou o prêmio FNLIJ 2015 (da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) em duas categorias: Melhor Livro Informativo (não-ficção) e também Melh
Assim que chegou ao Rio para o feriado, minha amiga paulistana me telefonou. Queria que eu a levasse ao Samba do Trabalhador. É o nome da roda de samba que Moacyr Luz inventou e que se apresenta, toda segunda-feira, no clube Renascença, no Andaraí (o nome, do Trabalhador, não é i
Ela era uma gata silenciosa. Tinha um miado baixinho, curto — quase a dublagem de um miado. Quando me olhava nos olhos, soltava aquele seu ruído, que às vezes me parecia uma reclamação. No mais, quase não falava. Sua maneira de se comunicar era corporal, esfregando-se nos móveis,
Os órgãos de fiscalização da Prefeitura do Rio de Janeiro decidiram pôr abaixo todos os imóveis dos morros da cidade que apresentem alguma forma de irregularidade em sua construção. Calma, não se assuste. Claro que a frase acima é uma notícia fictícia. Sabemos muito bem que uma m
Para quem ainda não viu – ou para quem quer ver de novo – nosso musical “Bilac vê estrelas” está em sua última semana no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea. Os espetáculos serão quinta (às 19 horas), sexta e sábado (às 21 horas) e domingo (às 20 horas). No próximo dia 28 de
Como o Rio tem sido muitas vezes inspiração, e também cenário, para a literatura, vou começar este artigo comparando a cidade a uma personagem literária: Pearl (Pérola), filha de Hester Prynne, a adúltera criada por Nathaniel Hawthorne em “A letra escarlate”. Fruto de um relacion
Ruy Castro diz que passou anos sonhando com duas coisas no Rio: a derrubada do elevado da Perimetral e a volta do Carnaval de rua – e teve a alegria de vê-las realizadas. Eu assino embaixo. Não por acaso, guardo em casa, na minha estante, uma pedrinha que catei no chão da Praça Q
Vai ser domingo, às 16 horas, na Livraria da Travessa de Botafogo, o lançamento do livro “Carmen – A grande pequena notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças. O texto é meu em parceria com Julia Romeu e as ilustrações são de Graça Lima. Vai ter brigadeiro, brindes e b
Foi linda a noite de estreia do musical “Bilac vê estrelas”. A foto aí do lado mostra nosso André Dias, ou melhor, nosso Bilac, tendo um delírio depois de levar uma pancada na cabeça: ele pensa que está no Monte Parnaso! E querem saber? Acho que todo mundo no teatro acreditou. É
Contagem regressiva: já no comecinho de janeiro estreia “Bilac vê estrelas – Uma comédia musical”, a nova peça que eu e minha filha, Julia Romeu, escrevemos, baseada no livro homônimo de Ruy Castro. O musical é uma chanchada divertidíssima, com direção de João Fonseca e músicas d
Foi espetacular a leitura de “É proibido envelhecer”, minha nova peça de teatro (na verdade, duas peças conjugadas), realizada no dia 24 de novembro, no Centro Cultural Midrash, no Leblon. A leitura, com a sala lotada, foi feita por Clarice Niskier, Ana Lucia Torre e Rogério Fróe
Já está nas livrarias meu novo livro, “O oitavo selo”, cujo personagem principal foi inspirado em Ruy Castro. Publicado pela Cosac Naify, minha nova editora, “O oitavo selo” é um quase romance, pois fica na fronteira entre a ficção e a não-ficção. Abaixo, o texto que está na cont
Foi sensacional a participação do escritor Carlos Heitor Cony na Bienal de São Paulo, falando sobre “Quase memória, quase romance”, isto é, sobre essa linha tão incerta que divide a realidade da ficção. A mesa, realizada domingo, 24 de agosto, no Salão de Ideias, foi composta tam
Todo carioca que se preze sempre alimentou o sonho de um dia assistir à demolição do elevado da Praça Quinze. É impossível não olharmos com uma pontinha de rancor para aquele monstro de cimento (por mais que atenda às necessidades dos motoristas), de colunas brutas, escurecidas,
Foi num domingo desses. Caminhando no Calçadão de Ipanema, ao lado de uma amiga e do neto dela, de 13 anos, virei para o rapaz e disse: – Sabia que, antes de você nascer, nada disso existia? Nem calçadão fechado aos domingos e feriados, nem ciclovia? O menino me olhou, incrédulo.
Todo mundo que conheço achou uma coisa fantástica a greve dos garis no Rio. Eu, não. A Comlurb tem sido, há muitos anos, considerada uma empresa modelo, boa de se trabalhar e bem avaliada pela população. A imprensa cansou de dar matérias sobre seus funcionários – um deles, Renato
Era uma daquelas manhãs de outono que o Rio exibe de vez em quando e que faz a gente esquecer todos os problemas – os da cidade e os nossos próprios. Poucos dias antes, uma baleia e seu filhote tinham sido avistados no mar, assim como um cardume de sardinhas, mancha escura se mov
AMARÉCOMPLEXO. Em letras maiúsculas, era o que dizia a faixa, estendida acima do muro colorido. Amar é complexo. A Maré Complexo. Pois bem, lá estava eu: domingo, fim de tarde, chuvinha fina e, enquanto Flamengo e Vasco disputavam o título do Campeonato Carioca, eu chegava à Penh
A atriz Camilla Amado recebeu ontem o Prêmio Categoria Especial da APTR (Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro), que foi entregue em cerimônia no Imperator, no Méier. Camilla, que foi indicada também para a categoria de Melhor Atriz por seu papel na peça “O lugar e
Foi sexta-feira (21 de março) a reestreia da peça O lugar escuro, sobre o Mal de Alzheimer, que eu adaptei a partir do meu próprio livro, lançado em 2007 pela Objetiva. A nova temporada está sendo nas lonas culturais da Prefeitura, com entrada franca. Assim como na temporada do a
“Segundas de primeira”. É como vai se chamar o pequeno ciclo de palestras que eu e Ruy Castro vamos fazer, juntos, nesse mês de março, na Livraria da Travessa do Leblon. Os encontros, um bate-papo informal (a entrada é gratuita), começarão logo depois do Carnaval, em três segunda
Recebi o telefonema de um amigo da TV Bandeirantes, muito abalado com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um morteiro disparado pelos black-blocs na manifestação do dia 6 de fevereiro. Claro que todos nós – a sociedade civil e especialmente nós, jornalistas – e
“No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua”. Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ia propiciar a mudança de várias leis. Ele me olhou pelo retrovi
Meu livro “Uns cheios, outros em vão – Receitas que contam histórias” (Casa da Palavra) foi escolhido o melhor livro de culinária do Brasil pela Gourmand World Cookbook Awards, que premia livros de culinária do mundo todo. Foi uma surpresa enorme, porque, como eu própria anuncio
Depois de uma curta, mas bem sucedida, temporada no início do ano, no Espaço Sesc, em Copacabana, a peça “O lugar escuro”, sobre a doença de Alzheimer, vai reestrear em breve. A peça, uma adaptação do livro homônimo que eu escrevi em 2007 (editora Objetiva), foi selecionada em do
Há muito tempo que aquela casa de telhado normando, cercada de vegetação e muros de pedra, me chamava atenção. Parecia uma casa particular, reminiscente dos tempos em que o entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas tinha mais casarões do que prédios, mas eu sabia muito bem que não, que
“Baixo: área de intensa vida noturna, com grande concentração de bares e restaurantes, frequentada especialmente por jovens.” É o que está escrito no dicionário Houaiss, na vigésima sétima acepção da palavra, caracterizada como informal e oriunda do Rio. Por causa dos cariocas, “
Nossa querida Camilla Amado foi indicada para mais um prêmio de Melhor Atriz por seu papel na peça “O lugar escuro”, encenada no início do ano no Espaço Sesc, em Copacabana. Depois da indicação do Prêmio Shell, de enorme importância, agora foi a vez do Prêmio Cesgranrio, criado e
A editora Objetiva acaba de lançar o livro “Heloisa Seixas — Crônicas para ler na escola“, reunindo textos escritos por mim nos últimos anos. São 64 textos, em sua maioria “contos mínimos” publicados na revista Domingo do Jornal do Brasil (entre 1999 e 2006) e também crônicas fe
Camilla Amado foi indicada para o Prêmio Shell de Melhor Atriz por seu papel na peça “O lugar escuro”, encenada no início do ano no Espaço Sesc, em Copacabana. Eu, que como autora da peça tive a oportunidade de acompanhar todo o processo de desenvolvimento dos personagens durante
Este é o título do novo livro de Ruy Castro, que será lançado esta semana (11 de junho): “Morrer de Prazer – Crônicas da vida por um fio”. O livro sai pela editora Foz. São textos em que Ruy nos traz a sua visão original de mundo – a juventude nos anos 60 e o […]
O meu livro “Uns cheios, outros em vão — Receitas que contam histórias” (Casa da Palavra), está entre os 250 selecionados pela Gourmand Awards para concorrer ao prêmio da Feira de Culinária de Paris, que se realiza anualmente. A Goumand Awards partiu de uma lista de 10 mil livros
Já começou na Oi Futuro Flamengo (rua Dois de Dezembro, 63) e na Oi Futuro Ipanema (rua Visconde de Pirajá, 54) o ciclo de filmes do cineasta Jean-Luc Godard, que inclui também palestras, performances e uma exposição (até 7 de julho). A programação é espetacular e uma chance para
Ao contrário do que todos apostavam, Aldir Blanc foi! Esse acontecimento inesperado foi o clímax da noite de lançamento do livro “Aldir Blanc – Resposta ao tempo”, de Luiz Fernando Vianna, na quarta-feira, dia 10, na Livraria Argumento. A presença de Aldir provocou um rebuliço e
Faz tempo que não vou ao Samba do Trabalhador, no Andaraí, liderado por meu querido Moacyr Luz. Tenho lido nos jornais que a roda está fazendo oito anos e comemorando com o lançamento de um DVD. Coisa boa. Estive lá no Renascença em uma das primeiríssimas edições (talvez a primei
Será amanhã, dia 26 de março, o lançamento de “Uns cheios, outros em vão”, em São Paulo. O lançamento vai ser no SESC Vila Mariana e incluirá também um bate-papo comigo e com Ruy Castro, como parte da série de palestras “Sempre um papo”. O tema da conversa será “A literatura depo
No próximo dia 21 de março, a partir de 4h da tarde, vou participar do ‘Café com prosa’, um bate-papo que é promovido pela Malagueta Comunicação e pela Cake & Co. O tema é o livro “Uns cheios, outros em vão”, misturando memória e culinária, que eu lancei pela editora Casa da Pala
O lançamento de “Uns cheios, outros em vão — Receitas que contam histórias” na livraria Argumento, na segunda-feira, (28 de janeiro), foi um sucesso (na foto ao lado, eu recebo as atrizes da peça “O lugar escuro”, Laila Zaid, Camilla Amado e Clarice Niskier). Os convidados tivera
Já está em cartaz no Espaço Sesc Copacabana a peça “O lugar escuro”, adaptação do meu livro sobre o Mal de Alzheimer. A peça, com as atrizes Camilla Amado, Clarice Niskier e Laila Zaid, tem direção de André Paes Leme. O Espaço Sesc fica na rua Domingos Ferreira 160, tel. 2547-015
Meu novo livro, “Uns cheios, outros em vão – Receitas que contam histórias“, vai ser lançado no próximo dia 28 de janeiro, segunda-feira, na Livraria Argumento, no Leblon. Esse livro, que sai pela editora Casa da Palavra, é uma espécie de reverso de “O lugar escuro”: são as recei
Tenho assistido, pelo menos uma vez por semana, aos ensaios da peça que escrevi, “O lugar escuro”, e que estreia dia 4 de janeiro no Espaço SESC, em Copacabana. Sob a direção de André Paes Leme, as atrizes Camilla Amado, Clarice Niskier e Laila Zaid estão penetrando na história d
Ruy Castro e eu participamos na semana passada da Fliporto, a feira de livros pernambucana, que antigamente era em Porto de Galinhas, mas agora acontece em Olinda. O homenageado deste ano era Nelson Rodrigues, cujo centenário está sendo comemorado, e nós dois participamos de uma
Remexendo nas estantes de uma livraria, meus olhos pousaram sobre dois livros pequenos, de capa dura — um azul, outro amarelo. Tinham uma delicadeza antiga, a começar pelo título ostentado por cada um: Caderno de viagem. E isso foi o que primeiro me atraiu. Quem, hoje em dia, faz
Conheço cariocas da gema que jamais foram ao Pão de Açúcar e ao Corcovado. Não chego a tanto, mas trazia no meu currículo uma falha: nunca ter subido o morro da Conceição. Essa lacuna foi preenchida outro dia com a ajuda de dois amigos, Manoel Mattos Filho, da Livraria Elizart (s
Aproveitei o centenário de Lúcio Cardoso, celebrado mês passado, para reler seu “Diário completo”. A edição que tenho é antiga, da José Olympio, comprada no querido sebo Berinjela, da avenida Rio Branco. Meu livro está cheio de trechos sublinhados. Um deles é este aqui: “Envelhe
A noite já quase caía e eu ia passando pela praia de Ipanema em direção a Copacabana quando o motorista de táxi que me levava soltou uma exclamação. Inclinei-me para frente, sem entender bem o que ele dizia, só tendo percebido que a frase acabara com a expressão “tudo dourado”. J
Em 2011, adaptei para o teatro meu livro sobre o Alzheimer, “O lugar escuro”. A peça teve leitura dramática no Centro Cultural Midrash, no Rio, com direção de João Fonseca e a participação de Fernanda Montenegro, Clarice Niskier e Laila Zaid. Agora, a peça foi selecionada no edit
Elas entraram em minha vida assim, de repente. Quando abri os olhos, tinham chegado. As duas, ao mesmo tempo – sem aviso. Por um curioso acaso (para quem acredita no acaso), as duas vieram juntas, no mesmo ano, na mesma época. Começava a última década do século vinte e eu estava